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Archive for março \29\UTC 2010

Delícia! Esse é o adjetivo que pode definir melhor esta deleitosa sobremesa. É também um dos pratos doces que o autor de Cuisinez Fácil mais faz quando recebe amigos em casa. É aquele negócio: em time que está ganhando não se mexe.

Este pavê, depois de pronto e quando já está no prato também se parece com uma torta, por causa das duas camadas de biscoito colocadas no preparo. Ele tem a cara da típica sobremesa de domingo, quando vem aquele bando de parente em nossa casa. E só para cair naquela óbvia piadinha: é pra comer, e não ‘pavê’.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Pavê de Bis: típica receita de domingo


Tire da despensa:

1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite (retire o soro)

400ml de leite

2 gemas

1 caixa de wafer Bis preto

1 caixa de wafer bis branco

2 potinhos de Danete ou Chandele de chocolate preto

2 potinhos de Danete ou Chandele de chocolate branco

2 e ½ colheres de maisena bem cheias

Um pacote de 200g de biscoito maisena

1 colher de sopa de margarina

4 bombons Serenata para decorar (ou outro redondinho de sua preferência)

Mão na massa:

Separe um pouquinho do leite e dissolva nele a maisena. Depois, em uma leiteira ou outra panela que tiver, coloque esse leite junto com o creme de leite, o leite condensado, as gemas, a margarina e o leite restante. Leve ao fogo e mexa sempre para não empelotar até engrossar.

Espere este mingau esfriar para começar a montar. Em uma travessa comece colocando uma fina camada deste creme doce que acabou de fazer. Depois coloque uma camada de biscoito, por cima do biscoito uma camada de Chandele ou Danete de chocolate preto e depois o Bis preto picado. Coloque mais uma camada do creme branco, depois outra camada de biscoito, por cima do biscoito uma camada de Chandele ou Danete branco e, em seguida, uma camada de Bis branco picado. Finalize com uma camada de creme branco. No final de tudo coloque os bombons serenatas cortados ao meio (corte pelo comprimento, e não pela altura do bombom).

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Retirando o soro do creme de leite – já coloquei essa dica aqui. Mas não custa repetir. Para retirar o soro do creme de leite, coloque a lata no freezer da sua geladeira e deixe lá por uns 30 minutos. Retire, abra a lata, faça uma fenda na lateral até o fundo com uma faquinha para abrir um caminho. É por ele que o soro irá escorrer.
  • Danete e Chandele – como se faz Danete ou Chandele? Facilite a sua vida e compre pronto. Encontre na seção de iogurtes dos supermercados.
  • Biscoito – se quiser troque o biscoito maisena pelo biscoito de champagne. Ou, então, coloque uma camada de cada um deles. Não esqueça de molhar rapidamente os biscoitos (credo) no leite no momento de montá-los na travessa.

Dica:

Para não ter uma surpresa desagradável ao fazer o creme branco, ferva o leite separadamente antes. Se ele talhar não vai estragar os outros ingredientes.

Se quiser, coloque duas colheres de chocolate em pó ou cacau em pó quando desligar o fogo do creme.

Curiosidades:

O pavê é de origem francesa. Há um buxixo por aí que diz que o nome desta sobremesa vem de piso ou pavimento, pois ele é feito em camadas, assim como as obras da construção civil. Vai saber se é verdade, mas uma coisa é fato: essa obra fará sucesso em sua casa.

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O Croque Monsieur, apesar do nome, é um lanche bastante simples de preparar. O sanduíche é um típico aperitivo dos bares parisienses. Uma delícia que Cuisinez Fácil traz hoje ao seleto grupo de leitores.

Como minha intenção sempre foi a de ajudar a facilitar sua vida – porque tem receita que ajuda a complicar – recomendo que esse lanche seja feito nos momentos de pressa total. O Croque Monsieur – esta última palavra quer dizer senhor – vai forrar seu estômago quando chegar em casa à noite naquela correria, com fome e com vontade de fazer algo rápido, apesar de que este sanduíche costuma ser consumido pela manhã nas charmosas casas francesas, ou então no almoço.

Vamos à receita?

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Croque Monsieur: da França direto para sua mesa


Tire da despensa (para duas pessoas)

Para a base:

Quatro fatias de pão de forma (pode ser aquele da sua preferência, inclusive integral)

4 fatias de presunto defumado

Para o molho mornay (molho branco):

Queijo parmesão ralado (pode ser de pacotinho)

80g de manteiga (cerca de 5 colheres de sopa)

80g de farinha de trigo (3/4 de xícara de chá, aquela maiorzinha)

3 gemas

500ml de leite

1 pitadinha de nada de sal

Pimenta do reino (opcional)

Mão na massa:

Coloque a manteiga numa panela e leve ao fogo até que derreta. Acrescente a farinha de trigo e vá mexendo para que ela cozinhe levemente, mexendo bem (ficará com a aparência de pelotinhas). Acrescente o leite aos poucos e misture nervosamente para não deixar empelotar o creme. Quando o molho ficar com a aparência cremosa (levemente grosso) acrescente as gemas, a pitada de sal e misture. Coloque também a pimenta, caso queira usar. Agora é só montar.

Coloque molho por cima de uma fatia de pão, coloque uma fatia de presunto e depois mais molho por cima. Ponha mais uma fatia de presunto e depois coloque a outra camada de pão, e por cima dela, mais molho. Finalize salpicando queijo ralado por cima do molho (porque quando assa no forno fica um leve aspecto tostado). Leve ao forno pré-aquecido por 7 a 9 minutos a 180 graus.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Molho branco – tem gente que pode achar esse molho difícil de fazer. Esse molho branco (molho mornay) é mais chic. Então se quiser faça por outro jeito. Numa panela derreta duas colheres de manteiga, acrescente um dente de alho (amassado hein cabeção) e cebola picada (pode ser aquela pronta no potinho). Doure, acrescente o leite (500ml, por exemplo). Antes de colocar o leite na panela, já dilua duas colheres de maisena no leite ainda no copo, para não empelotar na panela depois. Mexa até adquirir consistência cremosa. Se quiser pode colocar duas colheres de requeijão e duas colheres de creme de leite de caixinha. Esse molho e o apresentado na receita acima ficam bons, mas o molho mornay tem um sabor mais suave.

Dica:

Tente não usar aquele presunto comum, o cozido, porque eu fiz uma vez com ele e o sabor não ficou legal. Dê preferência sempre para o presunto defumado.

Fica muito bom quando acompanhado de uma taça de vinho, apesar de que nos países europeus é comum servir esta gostosura no café da manhã. O Croque Monsieur cai muito bem também com uma saladinha verde, como se faz em France. “Mas Joannes, como faço salada?” Resposta: vai pro inferno!!

Curiosidades:

Comenta-se por aí que o primeiro Croque Monsieur foi servido no verão de 1910, num bar inglês conhecido como Le Trou dans le Mur, que ficava no Boulevard des Capucines, na maravilhosa Paris. De inspiração anglo-saxônica, o Croque Monsieur é uma adaptação “mais melhor de boa” do Welsh Rarebit inglês.

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O verão se foi, mas o calor continua. Aqui em São Paulo, apesar das reclamações de alguns, até que a temperatura está mais amena (opinião de um capixaba acostumado com dias bem mais quentes). Mas para os amigos do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e, ainda, aos leitores de outras localidades que por ventura vierem a visitar esta página, o calor vai continuar nos próximos meses firme e forte.

Por isso, nada mais indicado do que apresentar uma receita leve, saudável, gostosa e que é a cara do nosso Brasil, com um colorido que enche os olhos. Hoje, Cuisinez Fácil traz ao seleto grupo de leitores uma deliciosa e apetitosa Torta Trançada de Frutas, receita apresentada no programa da Ana Maria Braga e que eu quero compartilhar com todos. Vi, fiz, gostei e recomendo, pois é facílima de preparar.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Torta Trançada de Frutas: gostosura que não vai interferir na balança


Tire da despensa:

2 maçãs verdes sem casca cortadas em cubinhos

3 pêssegos cortados em cubos médios

1 manga sem casca cortada em cubos

150g de morango cortados em 4 partes cada (pode ser substituído por amoras)

1 colher de sopa de suco de limão

5 colheres de sopa de açúcar

4 colheres de sopa de farinha de trigo

Para a massa que cobre a torta:

150g de farinha de trigo (que corresponde a uma xícara de chá e mais um cadinho)

2 colheres de sopa de açúcar

3 colheres de sopa de manteiga gelada (de preferência sem sal)

3 colheres de sopa de água gelada

1 gema para pincelar

Açúcar a gosto para polvilhar por cima

Mão na massa:

Numa tigela coloque todas as frutas picadas, junte uma colher de sopa do suco de limão, as cinco colheres de sopa de açúcar e as quatro colheres de farinha de trigo. Misture tudo com a mão mesmo (bem lavada, é óbvio) e depois transfira tudo para um refratário (parecido com o da foto, mais ou menos nas medidas 27 cm x 16cm). Reserve.

Em outra tigela coloque os 150g de farinha de trigo, as duas colheres de sopa de açúcar e as três colheres de sopa de manteiga e faça uma farofa com as mãos. Junte as três colheres de sopa da água para dar liga e amasse bem. Numa superfície lisa (pode ser a base de granito da sua pia) coloque a massa entre dois sacos plásticos e, com a ajuda de um rolo vá abrindo até ficar com uma espessura fina (mas não fina demais). Corte essa massa aberta em quadradinhos, mas não se preocupe com a simetria desses quadradinhos.

Cubra o refratário – que já está com as frutas – com os quadradinhos, e também não precisa ficar todo espaçado simetricamente não, pode ser espalhado grosseiramente. Pincele a gema na massa e depois jogue açúcar a gosto por cima. Leve ao forno pré-aquecido a 200º por aproximadamente 25 minutos, ou até que você perceba que ficou dourado por cima – vai depender do seu forno.

A Torta Trançada de Frutas é servida quente com uma bola de sorvete de creme do lado. O calor da torta derrete o sorvete e, o resto, nem precisa falar. Fica muuuuito bom! Se desejar, coloque umas folhinhas de hortelã para enfeitar. Na falta de hortelã eu usei uma folha de manjericão, mas só para enfeitar, é claro. Comer manjericão com sorvete definitivamente não rola.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

Maçã – quando se pica a maçã e a deixa esperando até que, enfim, seja usada, ela ficará escurecida. Para evitar que isso aconteça, pique primeiro as outras frutas, para só depois misturar tudo. Mas, se você esquecer e picar a maçã primeiro não se preocupe: mergulhe a fruta em uma tigela com água, até o momento do uso.

Saco plástico – de preferência aquele que se compra em rolos para embalar alimentos. Na falta dele, use uma sacola de plástico, tomando o grande cuidado de higienizá-la antes.

Refratário para assar – dê preferência para os de porcelana (aquele branquinho por fora e por dentro, igual ao da foto) ou então use as famosas Marinex, Duralex e outras ex.

Dicas:

Nesta receita você também pode variar um pouco, podendo usar outras frutas, como: goiaba, uva, ameixas sem caroço, banana e, ainda, pode jogar no meio da massa de frutas uns grãos de amendoim, avelã ou nozes.

Se você não quiser saborear esta torta como uma sobremesa, dispense o sorvete e coma à tarde com um chá bem quentinho.

Curiosidades:

Em tempos remotos, quando o açúcar ainda não existia, era comum nas mesas dos nobres e também da plebe – quando essa podia se dar ao luxo, ou seja, quase nunca – servir doces sempre à base de frutas. Eram elas que adocicavam a boca. Costumava-se usar frutas bem madurinhas. Mas logo depois que foi produzido o açúcar era demasiadamente caro, e as frutas continuaram como as estrelas de muitas sobremesas. Ainda bem!

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A omelete é aquela receita que geralmente se faz quando ou se está com pressa ou quando não existe muita coisa na geladeira. Você olha para os ovos, aquele queijo que está perto de vencer e, ainda, logo avista um pedaço de presunto lá no fundo da gaveta da geladeira. Formou: logo já está preparando uma deliciosa omelete. Cuisinez Fácil não poderia deixar essa facilidade de lado.

O bacana desta receita, assim como outras que venho apresentando aqui, é a possibilidade de soltar a imaginação quando o assunto é recheio. Com presunto, queijo, bacon, tomate e tudo aquilo que você tiver vontade de comer – ou tudo aquilo que está perto de vencer na geladeira e a consciência pesa em não deixar estragar. Apesar de ser um prato básico tem gente que não sabe fazê-lo – alguns não sabem fritar um simples ovo. E gente, acredite: até a Xuxa sabe fazer esta receita, em matéria recente apresentada no programa global “Estrelas”, apresentado pela Angélica. Diz ela que sempre faz pra Sasha e as amiguinhas europeias. Se ela pode, por que você não pode?

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Omelete: bom para fazer em momentos de pressa


Tire da despensa:

2 ovos

1 colher de manteiga

Cheiro verde picado

Azeite e manteiga para fritar

Queijo mussarela (ou outro da sua preferência)

Presunto

Queijo parmesão ralado

Meio tomate e ¼ de pimentão bem picadinhos

Sal e pimenta do reino a gosto

Mão na massa:

Em uma tigela bata bem os ovos. Junte o queijo, o presunto, o cheiro verde, o tomate e o pimentão, acrescente o sal e mexa bem. Em um frigideira aqueça o azeite (o suficiente para ver que lambuzou o fundo da panela) e a manteiga. Jogue os ovos batidos que estão misturados com os outros ingredientes.

Quando a parte de baixo estiver dourada (levante levemente para olhar com uma escumadeira ou uma colher grande que você tiver na cozinha). Para virar é preciso um pouco de jogo de cintura, mas com paciência você consegue – virar a omelete é mais difícil quando bate-se as claras em neve e depois junta-se os outros ingredientes, mas da maneira que estou apresentando, com os ovos inteiros batidos, fica beeeem mais simples.

Depois que dourar os dois lados,  jogue um pouco de queijo parmesão ralado por cima, ou outro queijo de sua preferência. Pode ser também queijo mussarela fatiado. Salpique um pouco de pimenta do reino por cima, caso goste. Está pronto.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Cheiro verde – vou explicar sobre isso contando uma breve historinha. Certa vez, há alguns anos, fui ao supermercado com o objetivo de comprar cheiro verde. Era um supermercado pequeno. Procurei, procurei e nada de achar o tal do cheiro verde. Que plantinha era essa, Deus meu? Foi então que resolvi perguntar para uma funcionária, e ela me disse: “Cheiro verde pronto não tem, mas tem cebolinha e salsa”. Quase falei que não queria cebolinha e salsa, mas cheiro verde. Porém, como sou todo trabalhado na educação respondi com uma pergunta. “Como assim?”, indaguei à vassala. “Cheiro verde é cebolinha e salsa picado e misturado”, respondeu ela. Uma luz clareou minha mente e, nesse dia, vim a saber o que era então. Depois, em minhas leituras e experiências gastronômicas aprendi que o cheiro verde pode ser incrementado com coentro e manjerona, também bem picadinhos.
  • Ovos – fique sempre atento quando comprar ovos, observando a data de validade. Muita gente às vezes deixa isso passar batido. Prefira aqueles em que o vencimento for para umas três semanas, para garantir que terá mais tempo para usá-lo – e também para não ter o desgosto de quebrá-lo e ver que está podre. Além disso, no mercado, eles deverão estar estocados em local fresco e fora de refrigeração. Quando for usar os ovos no preparo das refeições, evite quebrá-los diretamente sobre os demais ingredientes. Se em uma dessas algum estiver estragado você acaba contaminando todo o resto dos alimentos. Então, quebre um por um em um recipiente à parte e, só depois de ver que está bom – o ovo apodrecido é reconhecido de longe – junte-o ao preparo do prato.

Dicas:

Para preparar a omelete você também pode bater as claras em neve. Depois junte as gemas e mexa mais um pouco. Neste processo não misture sal. Coloque os recheios perto do momento de começar a fritar. Somente com a omelete já na panela é que você salpica sal a gosto. Essa maneira – a que eu mais gosto de fazer, pois a omelete fica bem fofinha – dá um trabalho danado pra virar.

Curiosidades:

O que seria da omelete sem ovo, não é? Ninguém sabe o que veio primeiro, se o ovo ou a galinha. Mas é óbvio que a omelete veio depois do ovo. Esse alimento que sai da cloaca dos animais – o ovo é um zigoto – tem muitos mitos ao seu redor. De acordo com a mitologia clássica, Helena, a mulher mais bonita da Terra (não estou falando das Helenas do Manoel Carlos) nasceu de um ovo posto pela deusa Nêmesis.

Esta, por sua vez, despertou o encantamento do deus Zeus, por ser muito bonita. Não querendo nada com o cara, ela se transformou em uma gansa. Zeus não deixou por menos e se transformou em um cisne. Nêmesis botou um ovo por causa da união com Zeus, mas abandonou o pobre ovinho logo em seguida – que pode ser considerado o primeiro caso de abandono de ovo menor incapaz da mitologia. O ovo foi então chocado por Leda, nascendo a linda Helena de Esparta.

Sobre a omelete, acredita-se que tenha surgido na antiga Pérsia, quando os ovos eram batidos e misturados com ervas e, logo em seguida, cortados em pedaços. O prato era conhecido como “kookoo”.

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Praticidade. Esta é a palavra que melhor define o Arroz Doce. Gostosa e uma das sobremesas mais tradicionais do Brasil, essa variante do cereal na versão adocicada é apreciada nas diversas mesas país afora.

E, como é de praxe, Cuisinez Fácil quer facilitar a sua vida. É por isso que este prato não poderia deixar de figurar em nossa seleção. O preparo é tão fácil, que é mais simples fazê-lo do que o arroz salgado consumido nas refeições diárias. Então você não terá desculpa para não prepará-lo.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Arroz Doce: sobremesa fácil, rápida e econômica


Tire da despensa:

1 xícara (chá) de arroz

500ml de leite

1 xícara de água

½ xícara de açúcar

1 lata de leite condensado

Coco ralado

Cravos (poucos, para dar um sabor diferencial)

Canela para polvilhar

Mão na massa:

Lave o arroz e deixe a água escorrer bem. Numa panela e com o fogo aceso, coloque o arroz, o leite e a água e misture bem. Coloque o açúcar e o cravo e mexa mais. Quando o arroz começar a cozinhar mexa sempre com uma colher (de preferência de pau), para que o arroz não grude no fundo. Esse processo de cozimento dura de 15 a 20 minutos. Para saber se está bom vá experimentando para saber se o arroz está cozido (mole). Quando estiver pronto desligue o fogo, transfira para outro recipiente e jogue o leite condensado e o coco ralado. Misture bem e, se quiser, já pode consumir quente.

Para levar à geladeira espere o doce ficar frio. A canela é polvilhada com o arroz doce em tigelinhas individuais, ao gosto de cada pessoa – pois nem todos gostam de canela. Se você não conseguir colocar cravo não tem problema. O doce fica gostoso assim mesmo.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Tome vergonha na cara – esta receita é tão fácil que o glossário tirou uma folga por hoje. Mas tome vergonha nesta cara deslavada! Não vá me dizer que não fez pela falta desta seção. Fazer arroz doce é tão – ou mais – fácil quanto fazer café.

Dica:

Sempre utilize leite fervido no preparo do Arroz Doce. Não fazendo isso ele pode talhar durante o cozimento do arroz, estragando tudo.

Curiosidades:

Em seus primórdios – principalmente na França e Itália do período medieval – o arroz, cereal apreciado em várias partes do mundo, era considerado um alimento medicinal ou apenas ingrediente para doces. Nos hospitais da época era usado um creme de arroz com amêndoas que servia como remédio aos enfermos internados.

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De repente, a campainha da sua casa toca. Você recebe visitas de surpresa em sua casa e não sabe o que servir – como manda as regras da boa recepção. Nada de servir biscoito de água e sal aos visitantes. Hoje Cuisinez Fácil traz uma receitinha simples que pode ser feita com muita rapidez.

O Bolo Salgado é um ótimo aperitivo para o lanche da tarde ou para aquela boquinha do fim de noite. Combina com vários tipos de bebida: sucos, refrigerantes e, é claro, até com uma cervejinha. E um dos grandes baratos desta receita é que, provavelmente, você terá todos os ingredientes em sua casa, porque são elementos que usamos quase que no dia-a-dia.

Também é uma boa pedida para ser servido como aperitivo antes de um jantar, por exemplo.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Bolo Salgado: um aperitivo fácil e barato de fazer


Tire da despensa:

2 ovos

1 xícara (chá) de leite – 240ml

½ xícara (chá) de queijo ralado

½ xícara (chá) de amido de milho (a famosa Maizena) – 120g

½ xícara (chá) de farinha de trigo – 60g

1 colher (sopa) de manteiga

½ xícara (chá) de azeite ou óleo de cozinha

1 colher (sopa) rasa de fermento em pó (o famoso pó Royal)

Mão na Massa:

No liquidificador, coloque os ovos, o leite, o amido de milho, o trigo, a manteiga, o azeite (ou óleo de cozinha) e bata bastante. Em seguida, coloque o fermento em pó e bata mais um pouco. Despeje metade da massa em uma forma untada, coloque o recheio de sua preferência no meio e despeje por cima a outra metade da massa para cobrir. Jogue por cima o queijo ralado. Asse em forno pré-aquecido a 180° por 40-45 minutos (o tempo varia de um forno para outro).

Dica de recheios:

Carne moída: coloque óleo em uma panela – o suficiente para ver que lambuzou o fundo – e doure rapidamente em fogo baixo meia cebola picadinha, tomando cuidado para não queimar. Junte 300g de carne moída e descongelada e dê uma refogada até ela ganhar uma leve cor marrom. Misture meio tomate e ¼ de pimentão verde – ambos já picadinhos – e deixe-os amolecer um pouco. Use uma pitada de sal ou então um tempero pronto próprio para carnes (pode ser Sazon).

Frango: em uma panela com água fervendo coloque um peito de frango (mais ou menos 300g) e deixe cozinhar por uns 15 minutos. Retire da panela e, depois que esfriar, desfie. Coloque óleo em uma panela – o suficiente para ver que lambuzou o fundo – e refogue rapidamente em fogo baixo meia cebola picadinha, tomando cuidado para não queimar. Junte o frango e mexa. Coloque um tomate picado e deixe refogar um pouco. Se gostar, pode misturar três colheres de sopa de milho verde e duas colheres de sopa de azeitonas verdes picadas.

Use a imaginação nos recheios!

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Refogar – no caso dos legumes significa fritá-los em gordura, em fogo baixo usando a panela tampada, mas sempre tomando cuidado para não adquirirem cor. No caso das carnes, refogar é cozinhar as mesmas em pouco líquido e de forma lenta, sem deixar que elas atinjam o ponto de fervura.
  • Carne descongelada – quando fizer alguma receita com carne moída, se esta não servir como ingrediente de molhos – molho bolonhesa, por exemplo – evite colocá-la congelada ou semi-descongelada na panela, porque ela vai liberar ainda mais água. No caso do Bolo Salgado o recheio de carne precisa estar bem sequinho.
  • Frango desfiado – o frango é desfiado na mão mesmo. Quando for levá-lo à fervura coloque um tablete de caldo de frango na água, para dar sabor à carne, deixando-a ainda mais gostosa.
  • O tomate – use tomates bem vermelhinhos. Aos marinheiros de primeira viagem um alerta: não se usa todo o fruto. As sementes são descartadas. Corte o tomate em quatro partes e, com uma faca, retire a parte central e as sementes. Um molhinho rápido do tomate consiste em: bater o miolo rapidamente no liquidificador e, em seguida, misturar sal, azeite e, se desejar, um pouquinho de orégano. Fica bom para acompanhar aperitivos, passando na torrada ou para molhar salgadinhos neste molho.
  • Xícara de Chá – as medidas são um grande problema na cozinha da maioria das pessoas. Eu também vivo me perdendo com isso, mas, para facilitar minha vida, comprei um dosador, que é um recipiente igual uma caneca grande com marcações para líquido, farinha e açúcar. Uma xícara de chá equivale a 240ml de líquido, 120g no caso de farinha, 200g no caso de manteiga e 180g no caso de açúcar. No caso dos líquidos, para ajudar, uma xícara de chá é o mesmo que 16 colheres de sopa.

Dica:

Este bolo salgado também é uma boa pedida para quando você der um jantar em sua casa. Sirva-o como petisco antes da refeição principal, enquanto os amigos aguardam. Corte em pedacinhos pequenos e coloque em uma bandeja, e ponha em volta umas folhinhas de salsa para enfeitar.

Curiosidades:

Na Itália, servir aperitivos antes das refeições principais é uma tradição milenar, praticada desde a antiga Roma. Os aperitivos lá – e os italianos iam se deliciar com esse singelo Bolo Salgado – são chamados de antipasti, do latim ante pastum, que quer dizer “antes da refeição”. Na França os aperitivos que antecedem as refeições são chamados hors d’oeuvre. Traduzindo: “antes da obra”.

Por isso, caros amigos, façam a linha. Sirvam uma entrada antes de um jantar na casa de vocês. Seus amigos ficarão com uma ótima impressão.

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Atire a primeira pedra quem nunca ficou tentado ao ver uma Mousse de Chocolate na padaria. Nossa Senhora dos Prazeres!! Não dá para torcer o nariz para essa delícia dos doces. É com grande prazer que Cuisinez Fácil traz ao seleto grupo de leitores – e que sei que gostam de comer bem – essa deliciosa sobremesa que é de comer rezando. E o melhor de tudo é que geralmente dá pra se contentar com uma pequena porção. O êxtase vem depois da degustação, acompanhado de uma deliciosa sensação de relaxamento.

Calma, não se precipitem. Estou falando do ato de consumir essa maravilha culinária. Aos obesos e escravos da dieta, meus pêsames, mas vocês vão querer comer sem parar!

Lembrando que é possível encontrar por aí N maneiras de se fazer mousse. Vou colocar aqui dois passos, e você escolhe a maneira que se encaixa melhor no seu tempo, na sua falta de jeito ou na sua preguiça. E para não perder o hábito:

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Mousse de Chocolate: um néctar do prazer


Jeito de fazer 1

Tire da despensa:

350 g de chocolate em barra (duas barras daquela que você compra normalmente no mercado)

40 g de manteiga (três colheres de sopa cheias)

3 ovos

2 ou 3 colheres de sopa de rum (vai depender do seu grau de etilismo)

Mão na massa:

Pique 300 g do chocolate e derreta em banho –maria (leia mais sobre isso no glossário logo abaixo). Depois que o chocolate derreter junte a manteiga, 2 gemas dos ovos que fazem parte dos ingredientes (mas não descarte as claras) e o rum. Mexa bem e separe.

Em uma vasilha, bata 3 claras em neve bem firme (as duas dos ovos que você tinha separado das gemas e a outra clara do ovo que estava intacto). Misture ao creme de chocolate delicadamente até obter uma mistura espumosa (aerada), como pode ser notado no aspecto da fotinha do post. Você pode colocar em quatro potinhos individuais ou numa pequena travessa (que não precisa ser funda). Leve à geladeira e esqueça a mousse lá por umas 3 horas. Em cidades quentes (alô galera de Vitória) deixe por umas 4 horas. Você pode colocar as raspas de chocolate por cima (daqueles 50 g restantes) no momento de servir.

Bon appétit 1!

Jeito de fazer 2

Tire da despensa:

1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite (retirando o soro)

3 colheres de sopa cheias de chocolate em pó

2 colheres de sopa de rum (você encontra em alguns supermercados o vidrinho com a essência de rum, com o sabor idêntico)

1 pacotinho de 12 g de gelatinha em pó incolor e sem sabor (sugiro marca Dr.Oetker)

50 g de chocolate em barra para fazer as raspas (sugiro pegar a barra de chocolate ao leite da Garoto ou Néstle e retirar uma carreirinha)

Mão na massa:

No liquidificador coloque o leite condensado, o creme de leite sem soro (veja no glossário do Pavê de Limão como retirar o soro do creme), as três colheres de chocolate em pó e bata beeeeem. Depois acrescente o rum (se não gostar muito da combinação álcool X doce, use apenas uma colher ou dispense). Separe. No micro-ondas dissolva a gelatina (veja atrás do pacote as instruções do fabricante para fazer isso, mas é facílimo). Mas atenção: o pacote da gelatina contém 12 g, mas você só precisará usar a metade da medida, ou seja, 6 g. Por isso, se o fabricante sugerir derreter a gelatina em 6 colheres de água, utilize a metade, ou seja, 3 colheres.

Depois que derreter a gelatina sem cor e sem sabor, coloque-a dentro do liquidificador e bata mais um pouco. Coloque a sobremesa em potinhos individuais ou dentro de uma pequena travessa. Como no Jeito de Fazer 1, leve à geladeira e esqueça lá por umas 3 ou 4 horas. Pode colocar a raspa de chocolate antes desse passo ou apenas na hora de servir.

Os dois modos de fazer rendem o suficiente para 6 pessoas comerem.

Bon appétit 2!


Imagem: Joannes Lemos

Ralando o chocolate: utilize a parte visível do ralador da foto. Se não tiver este utensílio rale a barra com uma faca afiada. Mas tome cuidado para não cortar as mãos


Glossário para iniciantes perdidos:

  • Banho-maria – essa técnica é muito utilizada no derretimento de chocolate, pois o mesmo não pode ser submetido à temperaturas elevadas demais. Como ocorre? Coloque uma panela com água no fogo, a uma temperatura de aproximadamente 120° a 150° (o que representa um fogo baixo). Dentro desta panela, coloque outra panela menor com o chocolate dentro. O calor da água é quem vai derreter o chocolate. Esse processo é lento e exige paciência.

Outra maneira de derreter o chocolate é levando-o ao micro-ondas. Coloque em um recipiente apropriado para este tipo de aparelho. Programe 40 segundos, retire e mexa. É necessário mexer, pois o calor do chocolate ajuda a derreter as outras partes. Nesse primeiro estágio não derrete muito. Leve novamente ao micro-ondas e programe 30 segundos. Retire e mexa bem para o calor se espalhar. Nesse segundo estágio o chocolate já derrete completamente. Se observar umas pelotinhas mexa mais para ajudar a derreter.

  • Claras em neve – separe cuidadosamente as claras das gemas. Se observar um pedacinho amarelo sequer entre as gemas tente retirar, pois pode atrapalhar a chegar no ponto de neve. Uma dica é separar uma clara por vez em uma xícara, transferindo em seguida para a vasilha onde vai batê-las. Bata com o batedor de arame num ritmo rápido mas não muito intenso, de modo que permita que as claras recebam ar. Bata em ritmo circular e vertical, ou seja, girando em movimento de cima para baixo.

O ideal é bater as claras em recipientes de aço ou alumínio, que dão estabilidade à espuma. Os recipientes de plástico, no geral, contêm resíduos de gordura, o que inibe a formação da espuma. O que também inibe a formação de espuma é o sal, a presença de gemas – como já foi dito – e o frio. Por isso, não utilize ovos gelados. Tire-os da geladeira com antecedência. Você também pode bater as claras na batedeira. Poupa seu tempo e esforço. Mas se o recipiente dela for de plástico tome cuidado para que não esteja engordurado (geralmente essa camada de gordura é tão superficial que não pode ser percebida). A clara estará no ponto quando ficar branquinha e durinha.

Dica:

Se for fazer a receita seguindo o passo 1 (o mais recomendado, pois a mousse fica mais gostosa), use uma barra de chocolate ao leite e outra de chocolate meio amargo. Você também pode trocar o rum por conhaque. Tem gente que também gosta de usar vinho branco seco. Divirta-se!

Dificuldades X Facilidades:

Aos marinheiros de primeira viagem, aqueles que nunca, em hipótese alguma, se arriscam a fazer algo na cozinha, desde já adianto que vocês poderão ter alguma dificuldade com o banho-maria. É uma técnica que exige tempo e paciência. Mas não é nada que um pouco mais de prática resolva. Se não tiver paciência, faça a sobremesa seguindo o Jeito de Fazer 2 . O mesmo pode se dizer das claras. Batê-las em ponto de neve exige paciência e, também, boa prática quando for quebrar o ovo e separar a gema da clara.

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