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Archive for the ‘bolo’ Category

“Ráaaaaa, pegadinha do Mallandro”. É o que você deve estar pensando ao ler o título da receita e a imagem logo abaixo. “Isso se trata de uma brincadeira, na certa”, diriam os mais afoitos. Pois não é, não! A receita e a imagem são da mesma produção sim, mas, como tudo no país da falsificação, esta sopa na verdade é um bolo. Um delicioso bolo de milho e queijo do Paraguai. Nossos vizinhos trataram de pregar uma peça em todos colocando o nome da produção de sopa, quando na verdade é um misto de polenta, suflê e torta salgada. Tudo deliciosamente ao mesmo tempo. Então papel e caneta na mão para escribir la receta de hoy.  

Vive la bonne cuisine!


Imagem: Joannes Lemos

Sopa Paraguaia: herança indígena do país da falsificação

 

Tire da despensa:

1 cebola em rodelas

2 colheres (sopa) de manteiga (com ou sem sal)

500 g de espigas de milho verde

400 ml de leite integral

2 claras

200 g de queijo meia cura ralado (pode substituir também por queijo coalho)

3 colheres (sopa) de fubá

1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Sal e pimenta do reino a gosto

150 ml de água

Mão na Massa:

Debulhe as espigas de milho e bata os grãos com o leite no liquidificador. Coe numa peneira e bata novamente no liquidificador, só que agora com o queijo, e reserve. Em uma panela refogue a cebola na manteiga, acrescente metade da água, um pouco de sal e pimenta do reino. Deixe cozinhar até amaciar (cerca de 5 minutos). Retire do fogo e junte ao composto do liquidificador e bata mais.

Devolva pra panela, junte o fubá diluído no restante da água (para não empelotar) e deixe engrossar. Retire do fogo e espere esfriar. Enquanto isso, bata as 2 claras em ponto de neve. Depois que a mistura estiver levemente morna ou fria (para esfriar rápido você pode colocar o recipiente quente dentro de uma tigela com água e gelo), incorpore delicadamente as claras em neve e misture. Adicione o fermente em pó e despeje o conteúdo em uma forma untada com manteiga e polvilhada com fubá. Leve ao forno pré-aquecido à 180°C até dourar por cima (depende do forno, mas leva em torno de 30 minutos). Também fica apresentável colocar o creme em ramequins individuais.

Outra forma de fazer: depois de coar o composto de milho, você pode colocar na panela com o refogado de cebola e juntar o fubá e o queijo. Isso porque alguns preferem as cebolas em pedaços maiores.

Bon appétit!


Glossário para iniciantes perdidos:

  • Debulhar: é o processo de tirar os grãos da espiga. Pode ser feito com a espiga cozida ou crua, mas neste caso pode ser com ela crua.

Dica:

Sirva este prato como entrada em almoço ou jantar com 3 etapas (antes do prato principal). A boa também é acompanhar este suflê dos vizinhos paraguaios com uma salada de rúcula.

Curiosidades:

O Paraguai possui uma forte influência indígena na gastronomia – assim como aconteceu com a comida no Brasil. Por lá o milho é um produto muito comum na alimentação diária. A sopa paraguaia foi criada pelos índios da fronteira paraguaia e sul mato-grossense, e com o passar dos anos sua receita foi se modernizando. 

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Estamos na Semana Santa, época em que boa parte de nossa população se priva de alguns hábitos em nome de uma crença. Cuisinez Fácil adere à ideia como em anos anteriores. É claro, tem gente que não dá a mínima para a Quaresma e come de tudo, como o autor deste blog. Porém, de olho na grande parcela da população brasileira que pratica este rito, agora você confere uma receita com atum. É um bolo – ou pode chamar de torta – super prática ao quadrado e que pode ser servido como entrada. Sem mais delongas, papel e caneta na mão.

Vive la bonne cuisine!

Imagem: Joannes Lemos

Bolo Salgado de Atum: saboreie em qualquer época do ano

Tire da despensa:

2 latas de atum ralado e escorrido

1 cenoura ralada

1 pimentão amarelo em cubos

½ xícara (chá) de azeitonas verdes picadas

5 colheres (sopa) de ketchup

4 colheres (sopa) de ervas frescas picadas (manjericão, salsa, manjerona, orégano, cebolinha)

1 xícara (chá) de maionese

1 caixinha de creme de leite

Sal e pimenta-do-reino a gosto

1 pacote de pão de forma sem a casca (500g)

Folhas de cebolinha picada para decorar

Azeitonas verdes em rodelas para decorar

Mão na Massa:

Em uma vasilha, misture o atum, a cenoura, o pimentão, a azeitona, o ketchup, as ervas, 2/3 da maionese e 2/3 do creme de leite. Tempere com sal e pimenta e misture até homogeneizar. Em uma travessa grande e rasa (de preferência uma vistosa, já que é nela que irá servir), intercale camadas de pão e de recheio, terminando em pão. Misture o restante do creme de leite e da maionese, tempere com sal e espalhe sobre o pão, alisando com uma espátula. As laterais do bolo ficam descobertas mesmo, deixando o recheio à mostra. Decore com cebolinha picada, azeitonas e leve à geladeira por 2 horas. Sirva.

Bon appétit!

Dica:

Você pode trocar alguns ingredientes do recheio. Pode usar, por exemplo, frango desfiado no lugar de atum. Se desejar acrescente milho verde em conserva ou então uvas passas pretas. Use a criatividade!

Curiosidades:

O atum, na certa, é uma das espécies mais saborosas de peixe. Não se restrinja apenas em comer atum enlatado. Se você ainda não teve a oportunidade de ir a um sushi bar e comer um suculento sashimi de atum fresco, não sabe o que está perdendo.

No mundo existem oito espécies de atum, como a albacora (encontrada também no litoral brasileiro) e o atum-do-índico. E tem atum que vale ouro, literalmente. Em janeiro deste ano, no Japão, um atum foi leiloado por 736 mil dólares. A espécie foi vendida por este preço por dois motivos: por sua barbatana azul e pelo seu peso, de 269 quilos. Este tipo de atum com a barbatana azul está em extinção. Portanto, em nome da preservação da espécie, nada de comê-lo por aí. Ok?

O mapa da mina: atum de 269 kg leiloado por US$ 736 mil


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Levante as mãos quem gosta de um bolo fresquinho com um gostoso café? Fim de ano batendo na porta, e é chegada a hora de pensar naqueles gestos que fazem do momento de sentar à mesa um instante de significados e prazer. Como sempre deve ser!! É exatamente isso que proporciona este Bolo de Mandioca com Coco que Cuisinez Fácil traz hoje aos leitores. Com certeza vai lembrar os momentos de infância na casa da vovó. Hoje é dia de bolo, bebê!

Vive la bonne cuisine!

Joannes

Imagem: Joannes Lemos

Bolo de Mandioca com Coco: gostinho de lembrança da infância



Tire da despensa:

750g de mandioca

4 xícaras de chá de açúcar

5 ovos

1 garrafinha de leite de coco

1 xícara de chá de farinha de trigo

1 xícara de chá de óleo

1 colher de sopa de fermento em pó

200g de coco ralado fresco

Mão na Massa:

Descasque e rale toda a mandioca. Coloque-a no liquidificador junto com o óleo, os ovos, o leite de coco, o coco ralado e o açúcar. Bata bastante para triturar a mandioca e incorporar todos os ingredientes.

Despeje o conteúdo numa tigela e adicione o trigo, mexendo bastante para incorporar. Em seguida, junte a colher de sopa de fermento em pó e misture mais. Coloque a massa numa forma com furo no centro untada com manteiga e enfarinhada. Leve ao forno pré-aquecido à 220°C e asse por cerca de 1h10min (o tempo varia de forno para forno, em alguns o bolo fica bom assando por 1 hora). Depois de assado, deixe esfriando em temperatura ambiente por pelo menos 3 ou 4 horas. Para desenformar seu bolo bem bonitão vou ensinar uma técnica. Anota aí hein!!!

Passe a forma na chama do fogão rapidamente, embaixo e nas laterais (cuidado pra não queimar a mão). Passe uma faca nas laterais internas da forma para ajudar a desprender o bolo. Depois vire-o no prato onde vai servir. Se a ação da gravidade não ajudar, passe a forma mais um pouco no fogo e vire o bolo novamente no prato. Ele vai sair inteirinho, redondinho, pronto para ser degustado com uma bela xícara de café, do jeitinho que o Professor Girafales gosta!

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Mandioca, aipim, macaxeira: sim, trata-se do mesmo tipo de alimento, porém com formas distintas de chamar dependendo da região do país. No norte e nordeste a raiz é mais conhecida como macaxeira, no Rio de Janeiro e Espírito Santo como aipim, e no restante do centro-sul é mandioca.

Dica:

Se você gostar, reserve parte do coco para fazer uma cobertura. Misture com um pouco de leite condensado e leve ao fogo por 10 minutos, mexendo sempre. Mas eu particularmente prefiro sem nada por cima, para sentir todo o sabor e aroma da mandioca.

Curiosidades:

A mandioca é um dos grandes produtos típicos de nosso país. Por séculos foi o alimento base da população, principalmente dos povos indígenas. A raiz substituiu por um bom tempo o trigo em nossa alimentação, e é por isso que esta receita de Bolo de Mandioca leva pouca farinha de trigo. Alguns historiadores dizem que a raiz da mandioca teve origem no Brasil central, entre o cerrado e a Amazônia. Por conta das grandes navegações do século XIV e XV, no entanto, a mandioca se espalhou para outros continentes. Hoje a maior produção da raiz se concentra na Nigéria, e da fécula da mandioca, na Tailândia. Todos têm direito de plantar e consumir esta maravilha! Acho digno e justo!!

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A cuca é um bolo típico alemão coberto com uma farofa doce, e recheado com frutas. A receita combina com sua noite de Natal, e fará sucesso em sua ceia. Por isso, hoje, antevéspera de Natal, Cuisinez Fácil apresenta uma receita que na certa fará sucesso na sua mesa natalina. Sirva panetone, pavê, bombons, trufas e, também, uma deliciosa Cuca de Maçã. Papel e caneta na mão.

Vive la bonne cuisine et Joyeux Nöel!!

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Imagem: Joannes Lemos

Cuca de Maçã: uma boa pedida para a noite de Natal



Tire da despensa:

Para a torta:

– 1 xícara de açúcar
– 4 colheres de sopa de margarina
– 3 ovos com clara e gema separadas
– 2 xícaras de farinha de trigo
– 1 colher de sopa de amido de milho
– 1 colher de café de fermento
– 1/2 xícara de leite
– 1 pitada de sal
– raspas de 1 limão
– 2 colheres de sopa de suco de limão
– 2 maçãs gala com casca e sem o miolo

Para a farofa:

– 2 colheres de sopa de margarina
– 1/2 xícara de açúcar
– 3 colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo
– canela

Mão na Massa:

Misture o açúcar, as gemas, as raspas de limão e a margarina e mexe até ficar um creme bem clarinho. Depois acrescente o leite, a farinha, o amido de milho e uma pitada de sal.

O fermento e as claras em neve vão por último. Se você for desenformar a cuca – o que eu aconselho, pois fica bonita – é melhor utilizar uma forma de fundo removível. Se não for desenformar, use uma forma qualquer. E todas as vezes que colocar a massa de bolo na forma dá uma mexidinha pra distribuir a massa e não ficar toda torta.

Para fazer a farofa misture a farinha, o açúcar, a canela e a margarina. Amasse tudo com a ponta dos dedos pra ficar bem soltinha.

Fatie as maçãs bem finas e regue-as com o suco de limão. Além de dar sabor ele deixa a fruta com uma cor mais bonita.

Essa mistura é colocada em cima da massa e depois coberta pela farofa. Leve a cuca de maçã natalina ao forno pré-aquecido a 180 graus, por aproximadamente 45 minutos. Retire e está pronta para servir.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

Claras em neve – separe cuidadosamente as claras das gemas. Se observar um pedacinho amarelo sequer entre as gemas tente retirar, pois pode atrapalhar a chegar no ponto de neve. Uma dica é separar uma clara por vez em uma xícara, transferindo em seguida para a vasilha onde vai batê-las. Bata com o batedor de arame num ritmo rápido mas não muito intenso, de modo que permita que as claras recebam ar. Bata em ritmo circular e vertical, ou seja, girando em movimento de cima para baixo.

Dica:

Para acompanhar a Cuca de Maçã uma dica é servir com um chá verde bem quente.

Curiosidades:

A maçã tem origem nos países da Ásia central e ocidental. Chamada por muitos de “fruto proibido” – tudo por causa da desobediência de Eva – a maçã contabiliza mais de 7,5 mil espécies. Este alimento, responsável por ajudar a manter a taxa de colesterol em níveis aceitáveis, apelidou uma das maiores cidades do mundo, Nova York, conhecida como a Big Apple (Grande Maçã). A alcunha veio nos primeiros anos do século XX, quando a cidade era considerada “o fruto mais suculento” dos Estados Unidos.

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Um bolinho no café da manhã ou da tarde sempre cai bem, não é mesmo? Também é sempre bom levar um pedaço desta delícia para alguns compromissos onde a falta de tempo impera. O bolo de cenoura tradicional não tem complicação nenhuma, e é por isso que hoje Cuisinez Fácil traz esta receita pra você.

Esta é uma receita clássica seguida por algumas confeitarias. Outras, no entanto, fazem de um modo um pouco diferente. O resultado final é um bolo fofinho e levemente alaranjado, com uma deliciosa cobertura de ganache de chocolate. Não deixe de fazer.

Vive la bonne cuisine!

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Imagem: Joannes Lemos

Bolo de Cenoura: seu café da manhã ou da tarde agradece


Tire da despensa:

4 ovos

3 xícaras (chá) de açúcar

3 cenouras raladas

1 xícara (chá) de óleo

3 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento em pó

 

Para a cobertura:

100g de chocolate meio-amargo picado

1/2 caixinha de creme de leite

 

Mão na Massa:

Rale as cenouras e bata-as no liquidificador junto com os ovos, o açúcar e o óleo. Transfira para outro recipiente, incorporando aos poucos a farinha de trigo. Finalmente adicione o fermento em pó e mexa mais um pouco. Transfira para uma forma redonda com furo no centro (ou outra de sua preferência), untada e enfarinhada somente nos fundos. Asse em forno pré-aquecido à 18oºC por cerca de 50 minutos (mas este tempo pode chegar a 1 hora, dependendo do forno). Depois de assado espere esfriar para desenformar.

Enquanto isso, faça a ganache de chocolate. Derreta o chocolate em banho-maria ou micro-ondas. Depois de derretido adicione o creme de leite e mexa bem para incorporar. Desenforme o bolo, coloque este creme por cima e sirva.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Untar a forma – esse processo é necessário para evitar que o alimento grude no fundo da forma. Para untar passe manteiga em todo o fundo. Para ajudar ainda mais e evitar que o alimento grude, polvilhe farinha de trigo por cima da manteiga, formando uma leve camada. Outra sugestão é colocar papel-manteiga por cima da camada de manteiga. O bolo sai perfeito.

Dica:

Se não quiser colocar a cobertura de chocolate no bolo você pode polvilhar açúcar refinado, ou então açúcar de confeiteiro, caso tenha em sua despensa.

Curiosidades:

Não existem registros precisos sobre a data exata do surgimento do bolo de cenoura. No entanto, na Idade Média, quando o açúcar estava pela hora da morte – afinal era um artigo de luxo, e só a high society tinha acesso – as cenouras eram utilizadas com frequência em bolos e outros doces por ter alto teor de açúcar. Na Segunda Guerra Mundial aconteceu o mesmo, sendo a cenoura muito utilizada por causa da escassez de açúcar.

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