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Posts Tagged ‘Omelete’

A omelete é aquela receita que geralmente se faz quando ou se está com pressa ou quando não existe muita coisa na geladeira. Você olha para os ovos, aquele queijo que está perto de vencer e, ainda, logo avista um pedaço de presunto lá no fundo da gaveta da geladeira. Formou: logo já está preparando uma deliciosa omelete. Cuisinez Fácil não poderia deixar essa facilidade de lado.

O bacana desta receita, assim como outras que venho apresentando aqui, é a possibilidade de soltar a imaginação quando o assunto é recheio. Com presunto, queijo, bacon, tomate e tudo aquilo que você tiver vontade de comer – ou tudo aquilo que está perto de vencer na geladeira e a consciência pesa em não deixar estragar. Apesar de ser um prato básico tem gente que não sabe fazê-lo – alguns não sabem fritar um simples ovo. E gente, acredite: até a Xuxa sabe fazer esta receita, em matéria recente apresentada no programa global “Estrelas”, apresentado pela Angélica. Diz ela que sempre faz pra Sasha e as amiguinhas europeias. Se ela pode, por que você não pode?

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Omelete: bom para fazer em momentos de pressa


Tire da despensa:

2 ovos

1 colher de manteiga

Cheiro verde picado

Azeite e manteiga para fritar

Queijo mussarela (ou outro da sua preferência)

Presunto

Queijo parmesão ralado

Meio tomate e ¼ de pimentão bem picadinhos

Sal e pimenta do reino a gosto

Mão na massa:

Em uma tigela bata bem os ovos. Junte o queijo, o presunto, o cheiro verde, o tomate e o pimentão, acrescente o sal e mexa bem. Em um frigideira aqueça o azeite (o suficiente para ver que lambuzou o fundo da panela) e a manteiga. Jogue os ovos batidos que estão misturados com os outros ingredientes.

Quando a parte de baixo estiver dourada (levante levemente para olhar com uma escumadeira ou uma colher grande que você tiver na cozinha). Para virar é preciso um pouco de jogo de cintura, mas com paciência você consegue – virar a omelete é mais difícil quando bate-se as claras em neve e depois junta-se os outros ingredientes, mas da maneira que estou apresentando, com os ovos inteiros batidos, fica beeeem mais simples.

Depois que dourar os dois lados,  jogue um pouco de queijo parmesão ralado por cima, ou outro queijo de sua preferência. Pode ser também queijo mussarela fatiado. Salpique um pouco de pimenta do reino por cima, caso goste. Está pronto.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Cheiro verde – vou explicar sobre isso contando uma breve historinha. Certa vez, há alguns anos, fui ao supermercado com o objetivo de comprar cheiro verde. Era um supermercado pequeno. Procurei, procurei e nada de achar o tal do cheiro verde. Que plantinha era essa, Deus meu? Foi então que resolvi perguntar para uma funcionária, e ela me disse: “Cheiro verde pronto não tem, mas tem cebolinha e salsa”. Quase falei que não queria cebolinha e salsa, mas cheiro verde. Porém, como sou todo trabalhado na educação respondi com uma pergunta. “Como assim?”, indaguei à vassala. “Cheiro verde é cebolinha e salsa picado e misturado”, respondeu ela. Uma luz clareou minha mente e, nesse dia, vim a saber o que era então. Depois, em minhas leituras e experiências gastronômicas aprendi que o cheiro verde pode ser incrementado com coentro e manjerona, também bem picadinhos.
  • Ovos – fique sempre atento quando comprar ovos, observando a data de validade. Muita gente às vezes deixa isso passar batido. Prefira aqueles em que o vencimento for para umas três semanas, para garantir que terá mais tempo para usá-lo – e também para não ter o desgosto de quebrá-lo e ver que está podre. Além disso, no mercado, eles deverão estar estocados em local fresco e fora de refrigeração. Quando for usar os ovos no preparo das refeições, evite quebrá-los diretamente sobre os demais ingredientes. Se em uma dessas algum estiver estragado você acaba contaminando todo o resto dos alimentos. Então, quebre um por um em um recipiente à parte e, só depois de ver que está bom – o ovo apodrecido é reconhecido de longe – junte-o ao preparo do prato.

Dicas:

Para preparar a omelete você também pode bater as claras em neve. Depois junte as gemas e mexa mais um pouco. Neste processo não misture sal. Coloque os recheios perto do momento de começar a fritar. Somente com a omelete já na panela é que você salpica sal a gosto. Essa maneira – a que eu mais gosto de fazer, pois a omelete fica bem fofinha – dá um trabalho danado pra virar.

Curiosidades:

O que seria da omelete sem ovo, não é? Ninguém sabe o que veio primeiro, se o ovo ou a galinha. Mas é óbvio que a omelete veio depois do ovo. Esse alimento que sai da cloaca dos animais – o ovo é um zigoto – tem muitos mitos ao seu redor. De acordo com a mitologia clássica, Helena, a mulher mais bonita da Terra (não estou falando das Helenas do Manoel Carlos) nasceu de um ovo posto pela deusa Nêmesis.

Esta, por sua vez, despertou o encantamento do deus Zeus, por ser muito bonita. Não querendo nada com o cara, ela se transformou em uma gansa. Zeus não deixou por menos e se transformou em um cisne. Nêmesis botou um ovo por causa da união com Zeus, mas abandonou o pobre ovinho logo em seguida – que pode ser considerado o primeiro caso de abandono de ovo menor incapaz da mitologia. O ovo foi então chocado por Leda, nascendo a linda Helena de Esparta.

Sobre a omelete, acredita-se que tenha surgido na antiga Pérsia, quando os ovos eram batidos e misturados com ervas e, logo em seguida, cortados em pedaços. O prato era conhecido como “kookoo”.

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