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Posts Tagged ‘ovo’

Receitinha gostosa que serve pro lanche ou para um jantarzinho informal. A quiche – sim, com artigo no feminino – é um bom aperitivo para ser servido principalmente quando você receber umas visitinhas em sua casa. É algo simples, mas que tem a sofisticação de um prato supostamente mais elaborado, e que foge da breguice da coxinha e pastelzinho (aperitivos deliciosos, mas cafonas para servir aos amigos que vão em sua casa).

Por isso caros amigos, vamos aos fatos. Aproveite esta dica de Cuizinez Fácil, pegue caneta e papel, anote tudo e corra pra cozinha. Deixe o encosto da preguiça de lado.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Quiche Lorraine: para você fugir da coxinha e do pastelzinho frito



Tire da despensa:

Ingredientes para a massa:

2 ½ xícaras de farinha de trigo
4 colheres (sopa) de manteiga
1 xícara (chá) de creme de leite
1 ovo
sal

Ingredientes para o recheio:
1 xícara (chá) de leite
2 ovos
1 xícara (chá) de creme de leite
½ xícara (chá) de bacon frito
1 xícara (chá) de queijo mussarela ralado
sal
pimenta

Mão na Massa:

Em um recipiente, coloque a farinha, a manteiga, o creme de leite, o ovo e o sal. Misture bem e deixe descansar por 10 minutos. Distribua a massa em uma assadeira redonda e, com o auxílio de um garfo, fure levemente toda a superfície da forma.

Para fazer o recheio, em uma vasilha, misture todos os ingredientes. Despeje sobre a massa e leve ao forno pré-aquecido a 200°C por aproximadamente 20 a 25 minutos, ou até ficar bem douradinho por cima. Eu particularmente gosto de desinformar a quiche e colocar em um prato. Depois coloco umas folhas de salsa ou talo de cebolinha em volta pra dar aquela caprichada no visual. Porém, a forma que uso para fazer a quiche – uma rasa com ranhuras nas laterais, que dão o aspecto estrelado ao prato – não tem fundo removível. Então eu faço uma manobra para tirá-la da forma e colocar no prato sem quebrar. Até hoje deu certo.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Sal: tome cuidado com a quantidade que usa. Coloque pouquíssimo sal, porque o queijo já é salgadinho e o bacon também. Depois não me venha mandar mensagem pelo Orkut, Facebook ou Twitter falando que deu errado. Experiência própria. No último Natal eu exagerei no queijo e me estrepei. Achei que estava abafando e quando fui comer a quiche estava sal puro. E ainda tive que me contentar com os elogios falsos da parentada dizendo que estava uma delícia. Já diz o velho ditado: quem avisa amigo é!

Dica:

Você pode substituir o bacon por linguiça calabresa defumada picadinha.

Curiosidades:

A palavra quiche vem do alemão e significa, em dialeto, “torta”. Graças a sua versão mais famosa, a quiche lorraine – em breve receita dela aqui no blog – um prato típico da Alsácia e Lorena, região que compreende a divisa entre a França e Alemanha (onde minha querida amiga Bartira morou na ocasião de seu mestrado), o termo também foi introduzido na língua francesa. Merveille!!

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Um bolinho no café da manhã ou da tarde sempre cai bem, não é mesmo? Também é sempre bom levar um pedaço desta delícia para alguns compromissos onde a falta de tempo impera. O bolo de cenoura tradicional não tem complicação nenhuma, e é por isso que hoje Cuisinez Fácil traz esta receita pra você.

Esta é uma receita clássica seguida por algumas confeitarias. Outras, no entanto, fazem de um modo um pouco diferente. O resultado final é um bolo fofinho e levemente alaranjado, com uma deliciosa cobertura de ganache de chocolate. Não deixe de fazer.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Bolo de Cenoura: seu café da manhã ou da tarde agradece


Tire da despensa:

4 ovos

3 xícaras (chá) de açúcar

3 cenouras raladas

1 xícara (chá) de óleo

3 xícaras (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento em pó

 

Para a cobertura:

100g de chocolate meio-amargo picado

1/2 caixinha de creme de leite

 

Mão na Massa:

Rale as cenouras e bata-as no liquidificador junto com os ovos, o açúcar e o óleo. Transfira para outro recipiente, incorporando aos poucos a farinha de trigo. Finalmente adicione o fermento em pó e mexa mais um pouco. Transfira para uma forma redonda com furo no centro (ou outra de sua preferência), untada e enfarinhada somente nos fundos. Asse em forno pré-aquecido à 18oºC por cerca de 50 minutos (mas este tempo pode chegar a 1 hora, dependendo do forno). Depois de assado espere esfriar para desenformar.

Enquanto isso, faça a ganache de chocolate. Derreta o chocolate em banho-maria ou micro-ondas. Depois de derretido adicione o creme de leite e mexa bem para incorporar. Desenforme o bolo, coloque este creme por cima e sirva.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Untar a forma – esse processo é necessário para evitar que o alimento grude no fundo da forma. Para untar passe manteiga em todo o fundo. Para ajudar ainda mais e evitar que o alimento grude, polvilhe farinha de trigo por cima da manteiga, formando uma leve camada. Outra sugestão é colocar papel-manteiga por cima da camada de manteiga. O bolo sai perfeito.

Dica:

Se não quiser colocar a cobertura de chocolate no bolo você pode polvilhar açúcar refinado, ou então açúcar de confeiteiro, caso tenha em sua despensa.

Curiosidades:

Não existem registros precisos sobre a data exata do surgimento do bolo de cenoura. No entanto, na Idade Média, quando o açúcar estava pela hora da morte – afinal era um artigo de luxo, e só a high society tinha acesso – as cenouras eram utilizadas com frequência em bolos e outros doces por ter alto teor de açúcar. Na Segunda Guerra Mundial aconteceu o mesmo, sendo a cenoura muito utilizada por causa da escassez de açúcar.

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A omelete é aquela receita que geralmente se faz quando ou se está com pressa ou quando não existe muita coisa na geladeira. Você olha para os ovos, aquele queijo que está perto de vencer e, ainda, logo avista um pedaço de presunto lá no fundo da gaveta da geladeira. Formou: logo já está preparando uma deliciosa omelete. Cuisinez Fácil não poderia deixar essa facilidade de lado.

O bacana desta receita, assim como outras que venho apresentando aqui, é a possibilidade de soltar a imaginação quando o assunto é recheio. Com presunto, queijo, bacon, tomate e tudo aquilo que você tiver vontade de comer – ou tudo aquilo que está perto de vencer na geladeira e a consciência pesa em não deixar estragar. Apesar de ser um prato básico tem gente que não sabe fazê-lo – alguns não sabem fritar um simples ovo. E gente, acredite: até a Xuxa sabe fazer esta receita, em matéria recente apresentada no programa global “Estrelas”, apresentado pela Angélica. Diz ela que sempre faz pra Sasha e as amiguinhas europeias. Se ela pode, por que você não pode?

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Omelete: bom para fazer em momentos de pressa


Tire da despensa:

2 ovos

1 colher de manteiga

Cheiro verde picado

Azeite e manteiga para fritar

Queijo mussarela (ou outro da sua preferência)

Presunto

Queijo parmesão ralado

Meio tomate e ¼ de pimentão bem picadinhos

Sal e pimenta do reino a gosto

Mão na massa:

Em uma tigela bata bem os ovos. Junte o queijo, o presunto, o cheiro verde, o tomate e o pimentão, acrescente o sal e mexa bem. Em um frigideira aqueça o azeite (o suficiente para ver que lambuzou o fundo da panela) e a manteiga. Jogue os ovos batidos que estão misturados com os outros ingredientes.

Quando a parte de baixo estiver dourada (levante levemente para olhar com uma escumadeira ou uma colher grande que você tiver na cozinha). Para virar é preciso um pouco de jogo de cintura, mas com paciência você consegue – virar a omelete é mais difícil quando bate-se as claras em neve e depois junta-se os outros ingredientes, mas da maneira que estou apresentando, com os ovos inteiros batidos, fica beeeem mais simples.

Depois que dourar os dois lados,  jogue um pouco de queijo parmesão ralado por cima, ou outro queijo de sua preferência. Pode ser também queijo mussarela fatiado. Salpique um pouco de pimenta do reino por cima, caso goste. Está pronto.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Cheiro verde – vou explicar sobre isso contando uma breve historinha. Certa vez, há alguns anos, fui ao supermercado com o objetivo de comprar cheiro verde. Era um supermercado pequeno. Procurei, procurei e nada de achar o tal do cheiro verde. Que plantinha era essa, Deus meu? Foi então que resolvi perguntar para uma funcionária, e ela me disse: “Cheiro verde pronto não tem, mas tem cebolinha e salsa”. Quase falei que não queria cebolinha e salsa, mas cheiro verde. Porém, como sou todo trabalhado na educação respondi com uma pergunta. “Como assim?”, indaguei à vassala. “Cheiro verde é cebolinha e salsa picado e misturado”, respondeu ela. Uma luz clareou minha mente e, nesse dia, vim a saber o que era então. Depois, em minhas leituras e experiências gastronômicas aprendi que o cheiro verde pode ser incrementado com coentro e manjerona, também bem picadinhos.
  • Ovos – fique sempre atento quando comprar ovos, observando a data de validade. Muita gente às vezes deixa isso passar batido. Prefira aqueles em que o vencimento for para umas três semanas, para garantir que terá mais tempo para usá-lo – e também para não ter o desgosto de quebrá-lo e ver que está podre. Além disso, no mercado, eles deverão estar estocados em local fresco e fora de refrigeração. Quando for usar os ovos no preparo das refeições, evite quebrá-los diretamente sobre os demais ingredientes. Se em uma dessas algum estiver estragado você acaba contaminando todo o resto dos alimentos. Então, quebre um por um em um recipiente à parte e, só depois de ver que está bom – o ovo apodrecido é reconhecido de longe – junte-o ao preparo do prato.

Dicas:

Para preparar a omelete você também pode bater as claras em neve. Depois junte as gemas e mexa mais um pouco. Neste processo não misture sal. Coloque os recheios perto do momento de começar a fritar. Somente com a omelete já na panela é que você salpica sal a gosto. Essa maneira – a que eu mais gosto de fazer, pois a omelete fica bem fofinha – dá um trabalho danado pra virar.

Curiosidades:

O que seria da omelete sem ovo, não é? Ninguém sabe o que veio primeiro, se o ovo ou a galinha. Mas é óbvio que a omelete veio depois do ovo. Esse alimento que sai da cloaca dos animais – o ovo é um zigoto – tem muitos mitos ao seu redor. De acordo com a mitologia clássica, Helena, a mulher mais bonita da Terra (não estou falando das Helenas do Manoel Carlos) nasceu de um ovo posto pela deusa Nêmesis.

Esta, por sua vez, despertou o encantamento do deus Zeus, por ser muito bonita. Não querendo nada com o cara, ela se transformou em uma gansa. Zeus não deixou por menos e se transformou em um cisne. Nêmesis botou um ovo por causa da união com Zeus, mas abandonou o pobre ovinho logo em seguida – que pode ser considerado o primeiro caso de abandono de ovo menor incapaz da mitologia. O ovo foi então chocado por Leda, nascendo a linda Helena de Esparta.

Sobre a omelete, acredita-se que tenha surgido na antiga Pérsia, quando os ovos eram batidos e misturados com ervas e, logo em seguida, cortados em pedaços. O prato era conhecido como “kookoo”.

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