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Posts Tagged ‘batata’

Esfriou novamente na capital paulista. Isso por si só já é um grande motivo para correr pro fogão e fazer algo quentinho e gostoso para degustar. Ou melhor, para se empanturrar. Porque com o frio nada melhor do que comer bem, não é verdade? Pensando no seu bem-estar Cuisinez Fácil traz hoje uma receita très facile: Caldo Verde. Papel e caneta na mão, e depois, é só correr pro fogão.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Caldo Verde: boa pedida para suas noites frias


Tire da despensa:

600g de batata

100g de paio

100g de linguiça portuguesa

100g de bacon

½ maço de couve manteiga

½ unidade de cebola

2 dentes de alho picado

Quanto baste de azeite para refogar

Quanto baste de sal para temperar

Quanto baste de pimenta-do-reino para temperar

Quanto baste de parmesão

Mão na Massa:

Prepare com cuidado a mise en place da sua receita. É ela quem facilita o preparo do prato. Descasque as batatas, corte em pedaços pequenos e reserve. Tire a pele dos embutidos (paio, linguiça portuguesa, do bacon não é necessário), corte no tamanho que desejar e reserve. Lave a couve manteiga e corte em chiffonade (enrola-se a couve e corta-se em tirinhas finas). Reserve.

Comece refogando a cebola no azeite. Quando a cebola estiver começando a ficar transparente adicione o alho picadinho. Espere o alho começar a fritar e coloque as linguiças para refogar em fogo médio para não queimar os temperos. O bacon você frita à parte para acrescentar no final do preparo.

Depois de 5 minutos, cubra os embutidos com água o suficiente para ficar uns 2 dedos acima de ambos e deixe ferver por 15 a 20 minutos. Se quiser, com o auxílio de uma escumadeira retire a espuma que se forma e assim você irá “desengordurar” o seu caldo verde.

Passado o tempo, retire as linguiças e reserve. No caldo coloque as batatas para cozinhar. Se ver que a batata não está toda submersa na água, complete com água o suficiente para deixar uns 2 dedos acima da batata. Após uns 15 minutos de cozimento desligue o fogo e jogue as batatas com a água no liquidificador. Bata bem e volte o caldo pra panela. Cada um tem seu gosto, mas se você achar que o caldo está grosso pode acrescentar um pouco mais de água.Volte com os embutidos para a panela e deixe ferver por no máximo 5 minutos. Enquanto isso pegue um terço da couve manteiga e bata no liquidificador com meio copo de água, fazendo um suco verde. Jogue este suco na panela para dar mais cor ao caldo. Acrescente o bacon já frito. Acerte o sal e pimenta ao seu gosto. Ao desligar o fogo adicione a couve manteiga cortada que sobrou. Colocando a couve apenas no final a faz ficar “al dente”.

O queijo parmesão é para acompanhar. Portanto, não o salpique na panela, pois alguns comensais não gostam. Está pronto.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Mise en place: é um termo francês que significa, literalmente, “posta no lugar”. Consiste na fase inicial para a preparação de um prato, onde separa-se todos os utensílios e ingredientes necessários para executar a receita. Os ingredientes devem ser medidos, e, se necessário, descascados, cortados, etc. É fundamental fazer a mise en place para o sucesso de qualquer receita.

Dica:

Sirva com torradas de pão italiano salpicadas com queijo parmesão ralado grosso. E é claro, um bom vinho tinto também cai muitíssimo bem.

Curiosidades:

O caldo verde é uma sopa de couve galega, típica do norte de Portugal. É provavelmente a mais famosa sopa portuguesa feita aqui no Brasil, e é difícil achar quem não goste desta delícia.

Faça também:

CUISINEZ FÁCIL: Caldo de Feijão

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Descascar as batatas e cortá-las em rodelas. Este é o maior trabalho desta singela receita que Cuisinez Fácil apresenta hoje. Faça este prato fácil e rápido no almoço de domingo. A porção serve bem umas quatro pessoas, e os custos finais não são pesados pro seu bolso. Comidinha gostosa e em conta? Não tem nada melhor. Então vamos à receita.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Batata Gratinada: receitinha básica, gostosa e de preparo rápido



Tire da despensa:

– 6 batatas grandes

– 1 caixa de creme de leite

– 100g de mussarela fatiada bem fina

– 3 colheres de sopa de manteiga

– 1 pacote de queijo parmesão ralado (ou uma peça do queijo ralada na hora)

– Sal a gosto

– Orégano a gosto

– Pimenta do reino a gosto

Mão na massa:

Descasque as batatas e corte-as em rodelas não muito finas. Cozinhe na água com sal até ficarem macias, mas tome cuidado para não deixar por muito tempo para evitar que elas se desmanchem.  O cozimento consiste em deixar as batatas na água por uns 10 minutos – no máximo – após levantar fervura.

Depois de cozidas, escorra a água. Coloque uma camada de rodelas de batata num refratário que possa ir ao forno. Derreta a manteiga no micro-ondas e espalhe por cima das batatas. Espalhe metade do creme de leite, salpique um pouquinho de sal e espalhe as fatias de mussarela. Coloque mais uma camada de batatas, espalhe o restante do creme de leite, salpique um pouco de orégano e, por fim, jogue o queijo parmesão ralado por cima de todo o recipiente.

Leve para gratinar em forno pré-aquecido a 200°C, e deixe lá dentro por uns 15 ou 20 minutos. Se você gosta de pimenta do reino jogue um pouco por cima após retirar do forno.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Gratinar: significa tostar a superfície de um prato coberto com creme, pão ralado ou polvilhado com queijo ralado, levando-o ao forno.

Dica:

Se a pressa for grande, você pode degustar o prato sem acompanhamento. Mas, caso queira fazer algo mais, a Batata Gratinada vai bem com um arroz branco, saladinha verde e um franguinho grelhado. Se preferir, coloque o arroz para escanteio.

Curiosidades:

A batata, originária da região dos Andes – aqui na América do Sul – é cultivada há dois mil anos. Segundo alguns testemunhos, a primeira batata chegou à Europa em 1531. Reza a lenda que, ao retornar de uma longa aventura marítima, sir Walter Raleigh trouxe um tubérculo de presente à rainha Elizabeth I da Inglaterra. De fato, a batata inicialmente era cultivada como um ornamento. Só a partir do século 18, ela começou a ser utilizada também na cozinha.

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Hoje eu publicaria uma dica de sobremesa, afinal, as duas últimas receitas foram de pratos salgados. Para surpresa, a temperatura caiu drasticamente em São Paulo – e em outras partes do Brasil. Inesperadamente resolvi mudar o menu do dia de Cuisinez Fácil, publicando uma deliciosa receita de Caldo de Feijão. Afinal de contas, não tem coisa melhor do que tomar um caldinho quando as temperaturas estão em queda. Se for ao lado de quem a gente gosta, então, hummm!

Vive la bonne cuisine!

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Imagem: Joannes Lemos

Caldo de Feijão: mande o frio para looonge!!



Tire da despensa:

400g de feijão preto

250g de paio ou linguiça calabresa

2 tomates

2 batatas grandes

Azeitonas sem caroço

Meia cebola

½ xícara de cebolinha e salsinha

4 colheres de sopa de azeite

1 dente de alho amassado

Sal a gosto

4 copos de água

Mão na Massa:

Comece preparando o feijão (mas se já tiver ele pronto de outros carnavais, também pode utilizá-lo, afinal na cozinha nada pode ser desperdiçado). Atualmente o feijão que você compra no supermercado já vem limpinho, sem as famigeradas pedrinhas e sujeirinhas. Mas não custa nada “catá-lo”, como era muito comum tempos atrás. Depois de selecionar o feijão, coloque-o em uma peneira e lave em água corrente.

Cozinhe em uma panela de pressão de acordo com as normas de segurança do fabricante. Eu cozinho o feijão da seguinte forma: depois que a panela pega pressão deixo cozinhando por 15 minutos. Desligo o fogo, retiro toda a pressão da panela (levantando o pino em tempos espaçados com uma faquinha ou colher), ligo o fogo novamente e, depois que pega pressão de novo deixo cozinhando por mais 10 minutinhos. Retiro novamente toda a pressão (nunca destampe sem fazer isso), e pronto.

Se o feijão estiver com muita água elimine boa parte dela. Enquanto o feijão cozinha lave as batatas, pique todas e coloque para cozinhar em uma panela com água e uma pitada de sal. Enquanto isso, pique dois tomates em cubos (retirando as sementes, mas pode manter a pele sem nenhum problema). Aproveite também para picar as azeitonas.

No liquidificador, bata o feijão cozido (separe meia xícara dele inteiro para usar depois) com a batata cozida e um tomate picado (o outro tomate será usado depois). Numa panela funda, frite no azeite em fogo médio meia cebola picada, o alho amassado e deixe dourar rapidamente. Junte o outro tomate picado e o paio cortado em rodelas (ou a calabresa, ou se quiser use os dois, fica delicioso).

Depois que der uma leve fritada acrescente o caldo que foi batido no liquidificador. Mexa bem e acrescente mais um pouquinho de sal, a azeitona picadinha, a cebolinha e a salsinha. Mexa tudo até dar uma leve aquecida. Coloque o pouco de feijão inteiro que deixou separado, porque aí quando você comer terá os grãozinhos de feijão. Pronto. Para acompanhar nada melhor do que uma porção de torradas.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

Panela de pressão: tome cuidado ao fechá-la. Panela de pressão com qualquer tipo de abertura é um perigo. Verifique sempre as condições da borracha. E não siga aquelas dicas de tiazinha velha que dizem para abrir a panela debaixo da água logo após o cozimento. A tampa só pode ser aberta quando toda a pressão for eliminada. E siga sempre a indicação de volume de alimento e água no manual de instrução da panela.

Dica:

Existem várias maneiras de preparar um caldo de feijão. Esta não é uma receita fechada, como quase tudo na culinária. Então uma dica é acrescentar uma xícara de bacon frito. Se você não gosta de tomate ou azeitonas não precisa colocá-los na receita. Outra dica é aumentar a quantidade de cebolinha e salsinha, deixando uma parte para jogar por cima do caldo no seu prato – assim como se faz quando se joga queijo por cima de uma sopa. Algumas pessoas gostam de colocar algum tipo de massa no caldo (argolinha, parafuso, conchinha, entre outras). Eu, particularmente, não coloco, porque acho que tira o protagonismo do feijão.

Curiosidades:

“Dez entre dez brasileiros preferem feijão. O preto que satisfaz”, já dizia o refrão de abertura da novela “Feijão Maravilha”, que a Globo levou ao ar em 1979. Este alimento rico em ferro não falta na mesa do brasileiro, sendo o ator principal de um dos pratos mais brasileiros: a feijoada.

De acordo com a Embrapa, os feijões estão entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Eram cultivados no antigo Egito e na Grécia, sendo, também, cultuados como símbolo da vida. Os antigos romanos usavam extensivamente feijões nas suas festas gastronômicas, utilizando-os até mesmo como pagamento de apostas.

Foram encontradas referências aos feijões na Idade do Bronze, na Suíça, e entre os hebraicos, cerca de 1.000 a.C. As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos robustos guerreiros troianos.

Faça também:

CUISINEZ FÁCIL: Sopa de Mandioquinha

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Tem coisa melhor nessa vida do que fazer algo bem flash na cozinha? Nada melhor do que abrir a geladeira e ver aquela batata enorme dando sopa (ops, não pense que hoje vai rolar receita de sopa, foi apenas um trocadilho). É por isso que Cuisinez Fácil vai dar hoje uma receita super-mega-hiper-ultra básica com batatas. Aliás, a receita só leva batata, nada mais. Por isso, não pegue caneta e papel porque nem será preciso.

Vive la bonne cuisine!

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Imagem: Joannes Lemos

Batata assada: boa dica de acompanhamento



Tire da despensa:

Batatas (à vontade)

Manteiga (à vontade, depende de quantas batatas vai usar)

Sal

Farinha de rosca

Orégano (opcional)

Mão na Massa:

Descasque as batatas e faça ranhuras no sentido da largura (mas cuidado para não cortar a batata ao meio). A ranhura deve ir mais ou menos até a metade da profundidade das batatas. Lave-as e as enxugue. Coloque a manteiga num pratinho e derreta no micro-ondas. Eu usei três colheres de sopa bem cheias de manteiga para assar três batatas.

Coloque as batatas numa forma untada, lambuze cada uma com manteiga (mas reserve um pouco para lambuzar mais adiante). Leve-as ao forno e deixe assar a 250°C por 35 minutos. Retire (e deixe o forno ligado), jogue farinha de rosca por cima de cada uma, coloque a manteiga derretida que restou, salpique sal ao seu gosto, e, se quiser, salpique também orégano. Volte as batatas pro forno e deixe assar por mais 10 minutos. Elas sairão coradinhas como na foto.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos (requentado de outro post):

Batatas – deve-se tomar cuidado ao comprar batatas. Não compre aquelas que contêm nódulos, partes murchas, manchas verdes ou pretas. Aquelas que estão com brotos estão velhas. Dispense-as. Quando guardá-las, evite colocar na geladeira, priorizando locais secos, como um cesto de verduras. Quando você descasca a batata e demora a usar a tendência é que ela fique escura, por causa da oxidação da vitamina C. Para evitar que isso ocorra, coloque-as em um recipiente com água no caso de descascar e não usar logo.

Dica:

Sirva essas batatas básicas como acompanhamento de um maravilhoso arroz branco e uma carne de sua preferência. Ela combina com tudo: carne assada, um franguinho, peixes (principalmente um bacalhau), etc.

Curiosidades:

A batata é originária do Peru, onde foi cultivada desde eras imemoriais pelo povo inca, sendo chamada de “papa” na língua quíchua. Ainda em nossos dias, nos países andinos, produzem-se e comercializam-se mais de 200 variedades diferentes de batatas. Mon Dieu!!

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Vocês não pensaram que eu colocaria receita com carne vermelha aqui hoje, pensaram? Não é que eu me prenda em tradições, apesar de ser cristão. Mas, como sei e respeito o modo de vida dos seletos leitores de Cuisinez Fácil, resolvi colocar uma receita que combina com a Semana Santa.

Esta Torta de Batata e Atum é uma típica receita feita na base do improviso. Você abre a geladeira, junta tudo, mistura e pronto: quando vai ver ela já está corada dentro de seu forno. Aproveite para fazer ela no domingo de Páscoa, em tempos de bacalhau com preço na alturas.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Torta de Batata e Atum: para seu almoço de Páscoa


Tire da despensa:

5 batatas médias

100g de farinha de trigo

50g de queijo parmesão ralado

Queijo mussarela fatiado

2 latinhas de atum sólido escorrido

Azeitonas verdes picadas

1 tomate picado

Orégano a gosto

Salsinha picada

Pimenta-do-reino a gosto

Azeite para regar por cima

Mão na Massa:

Descasque as batatas em pedaços pequenos e cozinhe na água com um pouco de sal. Depois que estiverem bem cozidas, retire do fogo e esprema (se não tiver espremedor amasse bem com a ajuda de outro objeto da cozinha que ajude nessa tarefa). Depois que amassar as batatas misture a farinha de trigo e o queijo ralado. Unte um refratário com manteiga e espalhe a massa com as mãos no fundo e nas laterais. Não precisa fazer a massa chegar até em cima da forma que utilizar – vide foto.

Em outro recipiente, misture todos os ingredientes já previamente picados ou amassados: o atum, as azeitonas, o queijo mussarela fatiado, o tomate e misture. Feito isso espalhe por cima da massa no refratário, salpique óregano, pimenta-do-reino e regue azeite por cima. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por mais ou menos 25 minutos, ou até perceber que as bordas da massa ficaram coradas.

Bon appétit!

Glossário para iniciante perdidos:

  • Batatas – deve-se tomar cuidado ao comprar batatas. Não compre aquelas que contêm nódulos, partes murchas, manchas verdes ou pretas. Aquelas que estão com brotos estão velhas. Dispense-as. Quando guardá-las na geladeira, coloque embaladas em sacos plásticos no gavetão. Quando você descasca a batata e demora para usar a tendência é que ela fique escura, por causa da oxidação da vitamina C. Para evitar que isso ocorra, coloque-as em um recipiente com água no caso de descascar e não usar logo.

Dicas:

Nesta receita, se desejar, coloque também palmito picado ou então champignon. E para acompanhar no momento do ‘ataque’ nada melhor do que o bom e velho arroz branco.

Curiosidades:

Quando os colonizadores espanhóis levaram a batata da América para a Europa por volta de 1550 ela era considerada alimento de segunda “catiguria”. O uso da batata se tornou popular por causa de uma mãozinha de Luís XVI, rei da França, que a impôs ao povo no lugar do trigo, que estava pela hora da morte e em falta na época. Vossa Alteza, o rei Luís XVI, passou a apreciar tanto o legume que mandou que se fizessem plantações por vários pontos de seus domínios.

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Quem é que não gosta de comer aquelas comidinhas que lembram a infância? A carne de panela é uma delas, aquela receita que tem gostinho de comida de mãe, algo que é feito com carinho e amor.

É por isso que Cuisinez Fácil traz hoje para o seleto grupo de leitores esse prato simples, mas que é muito saboroso. A cara da cozinha brasileira.

Vive la bonne cuisine!

joa

Imagem: Joannes Lemos

Carne de Panela: gostinho de comida de mãe


Tire da despensa:

700g de acém cortado em cubos, ou outra carne bovina sem osso de sua preferência

Meia cebola pequena picada

2 dentes de alho picados

2 colheres (sopa) óleo

2 tomates sem sementes picados

2 cubos de caldo de picanha (Knorr ou Maggi)

500 ml de água fervente

1 cálice pequeno de conhaque (opcional)

2 colheres (sopa) de suco de limão

2 batatas grandes cortadas em cubos grandes

2 cenouras cortadas em cubos grandes

pimenta-do-reino a gosto

Salsinha a gosto (opcional)


Mão na massa:

Coloque a carne em uma tigela e tempere com a cebola e o alho. Separe. Enquanto isso, ferva os 500ml de água e junte os cubos de picanha até formar o caldo de picanha. Após deixar a carne pegar o gostinho da cebola e alho (pode ser uns 20 minutos), aqueça o óleo em uma panela de pressão. Depois, junte a carne e refogue até ela perder a cor vermelha e ficar um pouco marrom. Junte os tomates picados e o caldo de picanha. Misture.

Em seguida, junte o conhaque (caso queira colocar, mas é opcional), o suco de limão, as batatas, a cenoura e a pimenta-do-reino a gosto. Misture bem. Tampe bem a panela de pressão e, após pegar a pressão, deixe por mais 40 minutos. Deixe sair toda a pressão da panela para abrir em seguida. Salpique a salsinha (se for usá-la). Está pronto. Sirva com arroz branco para acompanhar – veja em Dicas como preparar um arroz, caso não saiba fazer.

Bon appétit!


Glossário para iniciantes perdidos:

  • Cebola – vide receita de Sopa de Mandioquinha para ler mais sobre descascar a cebola sem “chorar”.
  • Tomates – para retirar a semente do tomate, corte-o ao meio e retire com a faca somente a parte de dentro do fruto.
  • Cenoura – não se perca ao descascar a cenoura. Basta raspar a faca em volta dela, como se estivesse lichando.
  • Cuidado com os termos – pimenta-do-reino a gosto, assim como sal a gosto, não significa colocar todo o conteúdo da embalagem. Coloque sempre em pequenas pitadas.
  • Panela de pressão – cuidado ao usar esse utensílio tão útil de uma cozinha. Depois de certo tempo de uso é necessário atentar para a troca da borracha de vedação da tampa. E cuidado também para retirar a pressão. Nunca, jamais, em hipótese alguma abra a tampa logo que desligar o fogo. Retire a pressão aos poucos, até ela escapar totalmente. Como? Com a ajuda de algo longo (como uma faquinha ou colher) levante aos poucos o chapéuzinho da tampa da panela, por onde sai o vapor. Faça isso aos poucos até parar de sair o vapor totalmente. Só depois disso você poderá abrir a tampa da panela.


Dificuldades X Facilidades:

Fazer este prato não demanda muitas dificuldades. Pelo contrário: os ingredientes podem ser encontrados em qualquer supermercado. Se você é marinheiro de primeira viagem tome o cuidado de picar tudo aquilo que precisa ser cortado antes de começar a receita, como batata e cenoura. E o melhor de tudo é que você não sujará muita louça para fazer a Carne de Panela.

Então, esqueça o telefone do delivery!


Curiosidades:

De acordo com as crenças cristãs, só ouve registro de consumo de carne pela raça humana após o grande dilúvio. Antes disso, Adão e Eva – e todos que vieram depois deles – não podiam comer carne, porque isso representava fraqueza e desobediência aos princípios divinos. Precisou de uma chuvarada bem ao estilo paulistano (mas que durou dias) para todos caírem matando em cima das carnes. Resta saber o que os homens das cavernas comiam, já que eles eram sinônimos de carne.

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A receita de hoje pede uma boa sopa. Esse prato que aquece o estômago e a alma agrada a quase todos os paladares. Preparar uma sopa também é um exercício de inventividade. Por muito tempo fazer o prato significava jogar tudo o que se tinha ao alcance da mão numa panela. Mas, hoje, fazer sopa é um exercício de criatividade. Não existe receita fechada, porque é possível usar a imaginação e mudar uma receita aqui e ali.

Nem todo mundo teve a possibilidade de degustar ingredientes caros, como caviar. Mas dificilmente alguém vai falar que nunca comeu uma sopa. Ela é encontrada em todos os cantos, nas mesas humildes dos lares com poucos recursos até os restaurantes requintados frequentados por gente abastada.

E olha a coincidência: justo no dia que resolvo publicar a receita dessa sopa deliciosa o tempo mudou na Grande São Paulo. Das máximas escaldantes de 30° agora temos um tempo ameno com temperaturas na casa dos 22° à tarde. E à noite aquela sensação gostosa de 18° e até 17°, podendo chegar aos 16° na madrugada. Que tal um belo caldinho quente para acompanhar?

Vive la bonne cuisine!

joa
                                          Imagem: Joannes Lemos

Sopa de mandioquinha: uma delícia para aquecer sua alma


Tire da despensa:

5 mandioquinhas

4 batatas grandes

1 cenoura grande

1 tablete de caldo de bacon, galinha ou picanha

1 paio picado em pedaços pequenos

1 alho amassado

Meia cebola cortada em cubos bem pequenos

250 ml de leite

Meia caixinha de creme de leite

2 colheres de sopa de manteiga

1 copo de água (cerca de 250 ml)

Salsinha a gosto

Sal ou gril a gosto para temperar

Queijo parmesão ralado a gosto

Mão na Massa:

Descasque todas as verduras, pique-as e coloque para cozinhar em uma panela com água junto com o caldo de bacon, galinha ou picanha. Não coloque água em excesso, somente até cobrir as verduras. Não precisa cozinhar por muito tempo, apenas o suficiente para amolecer os legumes. Quando estiver cozido, jogue tudo dentro de um liquidificador. Se o copo do utensílio for pequeno faça isso em duas etapas. Bata com o leite e com 1 copo de água rapidamente. Depois junte o gril ou sal e bata mais um pouco. Em uma panela frite o alho e a cebola na manteiga.

Quando estiver dourado despeje o caldo que está no liquidificador na panela, adicione a salsinha, o paio picado, o creme de leite e mexa um pouco para misturar bem com o alho e a cebola. Está pronto. Jogue o queijo parmesão ralado por cima e sirva bem quentinha. Se quiser enfeite com uma folhinha de salsa ou manjericão. Uma dica bacana é servir com um pãozinho italiano para acompanhar.

Rendimento: serve muito bem quatro pessoas, ou, três pessoas esfomeadas.

Bon appétit!

Glossário para iniciantes perdidos:

  • Paio – encontrado em qualquer supermercado, essa linguiça geralmente é vendida em embalagens com três. Mas você precisará apenas de uma. Sugestão: antes de picar o paio, retire a fina película que o cobre, coloque numa panela com água quente e, depois que levantar fervura, deixe mais uns 10 minutos. Pique depois disso e separe.
  • Cebola e alho – tem gente que não suporta cortar cebola e alho. A primeira porque dá aquela azia nos olhos, e o segundo porque machuca as unhas. Então, queridos preguiçosos, se quiserem podem usar a cebola e o alho vendidos prontos em potes no mercado. Mas, se quiser se aventurar e usar a cebola fresca aí vai a dica: depois de retirar a casca dela vá molhando a mesma na água corrente, e na medida em que for cortando molhe mais um pouco. É bom molhar as mãos também, porque assim se reduz o efeito das enzimas e dos gases que fazem parte da composição.

Curiosidades:

Na Idade Média, quando a sopa começa a ganhar forma, o sal era muito raro e caro. Então, a plebe usava água do mar para temperar o prato. Já os afortunados utilizavam carnes e bacon.

Sopa no Mundo:

Em outros países não se faça de rogado. Se for para um desses lugares faça charme e peça na língua local:

Estados Unidos e Reino Unido: Soup

Itália: Zuppa

França: Soupe

Alemanha: Suppe

Espanha: Sopa, como em português

Bulgária: Cyna

Holanda: Soep

República Tcheca: Polévka

Rússia: Cyn

China: 湯 (se não conseguir pronunciar, desenhe em um papel e mostre ao garçom)

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